sábado, 2 de outubro de 2010

C. F. VII

Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim?
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, pisca o olho, conta histórias, me tira do sério, faz ares de zumbi, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar um hamburguer, sentir seus cílios.

“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã
e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”

Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.
Não negue, apareça. Seja forte.

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