sábado, 17 de setembro de 2011

É tudo culpa da Lua.

Nada pode me deprimir mais do que passar a semana inteira doente, de repouso. Na primeira oportunidade, tu pega toda a tua tensão por ficar presa em casa e põe para fora. Fiz isso: fui caminhando até o local que aplicaria a última injeção, das oito que precisei fazer para curar essa peste. A noite estava linda, uma brisa tocou meu rosto de leve, assim que coloquei o pé para fora. Olhei para o céu e, como se tivesse me mirando, lá estava uma das 'luas' mais bonitas dos últimos tempos.
É tudo culpa da Lua, sim. Se ela não estivesse tão estonteante eu não teria pensado um bucado de coisas, muito menos me perturbado tanto que viria me abrir aqui...
Fiquei pensando sobre as ações das pessoas, as suas escolhas e rumos. Não importa qual seja a decisão que a pessoa tome, bem no fundo ela só quer uma coisa: se proteger. O problema é que, para se proteger, você deve primeiro fugir. A defesa nunca ataca. Você foge das mágoas, das dores, da infelicidade, da incerteza, das desilusões... Você foge disso tudo fugindo de uma só coisa: o amor. Você foge por medo, não por que você acha que o amor não pode lhe proporcionar coisas boas, você tem medo de tentar, de arriscar e dar a cara a tapa.
'Quem roubou nossa coragem?'
E agora eu vejo você fazendo para si, o que eu não consegui fazer por mim. Algo que, na verdade, ainda estou bem longe de conseguir. Vejo você tendo coragem e eu aqui, sem conseguir saber se fiz as escolhas certas. E eu te vejo rir, mas eu queria poder rir junto, queria que você risse de mim. Não posso ser egoísta de novo e exigir das pessoas tantas coisas e não retribuir nada. Não posso, simplesmente, achar que 'estar ali' é o suficiente, por que não é! E agora eu vejo você bem, e eu só queria saber se isso tudo é de verdade.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Estou recorrendo ao meu velho e bom 'grey april' porque não tenho ninguém que esteja interessado em me ouvir. Não que escrever aqui vai fazer alguma diferença, isso aqui nem ao menos vai me proporcionar uma sensação parecida com a de desabafar, mas preciso disso...

Seria tão mais fácil se as pessoas possuíssem duas coisas:
1º uma lixeira, com aquele mesma função 'esvaziar lixeira';
2º para aquelas pessoas que a lixeira não for o suficiente, teria também a opção reboot.

Acho que nesse momento, escolheria a segunda opção.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tô com muito sono, mas tem algo me impedindo de ir deitar a cabeça no travesseiro e dormir.
Parafraseando Zé Ramalho, 'há meros devaneios tolos a me torturar'.
Já disse, estou me sentindo uma verdadeira maria-mijona!
Poxa, Paola, o que tá faltando? A resposta deveria ser 'nada' e, se eu tomasse um pouco de vergonha na cara, diria isso. Se eu não digo, quer dizer que eu tô procurando pelo em ovo?
Ora, e quando simplesmente não se sabe ao certo o que lhe falta?
Se é a presença de um amigo em especial ou se é o colo da mãe. Se é um sorriso recebido de graça ou um abraço de agradecimento. Se é o silêncio da sua solidão ou o seu quarto cheio de amor.
Eu não sei, eu, na verdade, não consigo saber.
Só queria conseguir, conseguir o que eu já desisti. 

sábado, 25 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Write

Queria tanto escrever algo aqui, algo que fizesse eu me sentir melhor, que fosse o que sempre foi, my relief.
Nem posso dizer que o problema é que não me vem nada na cabeça, pelo contrário, minha cabeça está cheia! Cheia de ideias, de pensamentos, de escolhas, de sentimentos...
Queria parar de pensar nisso tudo e amanhã acordar com a resposta na minha cabeça. Com uma resposta cheia de certezas e desprovida de medos.

Dias atrás

Tá um dia lindo aqui no vale. Aproveitei para fazer uma coisa que ainda não tinha feito esse semestre: deitar no morrinho do IFCH e ficar olhando para o céu até pegar no sono.
Dormi melhor naqueles poucos minutos, do que havia dormido na noite anterior inteira. Isso porque meu sono foi algumas vezes interrompido por mensagens que eu preferia nem ter recebido.
Ontem, estranhamente, neguei as cervejas que meus amigos haviam comprado para fazermos uma pequena comemoração pelo final do semestre. Em plena segunda-feira, eu sei, mas final de semestre é assim, agora entendo.
Tô ouvindo uma música que diz 'tentei escapar e encontrar a saída de um mundo que eu nunca quis viver', meio depressivo, concordo, mas sinto como se eu já tivesse reservado um lugarzinho no meu coração para esse tipo de sentimento. Tornou-se tão familiar que nem a considero como uma intrusa. Até que ponto isso é bom ou ruim eu ainda não sei, mas sei que isso é um tanto quanto estranho. Acho estranho porque nunca imaginei alguém que se acostumasse com sentimentos como a solidão, por exemplo.
Essa mesma música diz 'não pense que vai apagar da memória as coisas que os outros não vão saber'. Tá, essa é um pouco pior, mas assim como aquele lugarzinho no coração reservado para as sensações ruins, temos, também, na memória um 'lugar especial' para aquelas lembraças que teremos pra sempre conosco, mas não sempre.
Afinal, qual é a finalidade de ficar remoendo coisas que já se foram? Pô, elas, justamente, já se foram...
Não acho que ignorá-las seja uma coisa boa, ignore só aquilo que lhe faz mal. Dê uma 'modernizada' nas páginas do seu álbum de memórias: deixe apenas as fotos coloridas, jogue fora aquelas preto-e-brancas, por mais que contenham vários tons de cinza, porque lembre-se, cinza é o mais próximo do preto e do branco.
Apague também as observações feitas de cada foto, porque justamente por serem observações, depois de apagadas elas serão logo esquecidas e ficará pra sempre da foto apenas o que você lembrará olhando. Eu chamaria isso de deixar a memória seletiva agir...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010