Acho que escrevo demais aqui, me descrevo demais e os meus sentimentos a mesma coisa.
Pararei de fazer isso, o que é meu, é meu, ninguém precisa saber, mesmo tendo certeza que só uma pessoa vem aqui.
Escrevendo tantas coisas, deixo meus pontos fracos à exposição, para usarem-nos contra mim. Então, deixarei de escrever.
Escrever só para mim, nos meus cadernos, livros, cabeça e coração e deixá-los guardado, para poder rir deles num futuro próximo.
domingo, 10 de outubro de 2010
Eeeeeeei!
Neruda
Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida ...
...
"A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado ao seu lado e saber que nunca o poderá ter."
Amanhã...
"Amanhã fico triste,
Amanhã.
Hoje não.
Hoje fico alegre.
E todos os dias,
Por mais amargos que sejam,
Eu digo:
Amanhã fico triste,
Hoje não."
Amanhã.
Hoje não.
Hoje fico alegre.
E todos os dias,
Por mais amargos que sejam,
Eu digo:
Amanhã fico triste,
Hoje não."
Vai ficar tudo enterrado em algum lugar bem longe de mim.
Algum lugar que eu nem vá lembrar depois.
Fiz o que deveria e o que queria fazer.
Tem muito mais coisas pra se aprender ainda e eu quero poder aprender tudo.
Não pode ser tão difícil, não é tão difícil...
Não posso mais dizer nada, e nem devo.
Em silêncio...
Algum lugar que eu nem vá lembrar depois.
Fiz o que deveria e o que queria fazer.
Tem muito mais coisas pra se aprender ainda e eu quero poder aprender tudo.
Não pode ser tão difícil, não é tão difícil...
Não posso mais dizer nada, e nem devo.
Em silêncio...
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
"Deixa estar."
Ei, essa frase parece TÃO minha.
Às vezes, venho até aqui sem absolutamente nada pra escrever porque sinto necessidade de mostrar coisas que você nem precisa saber...
Que teimosia essa minha de achar que escrevendo o que sinto vai mudar alguma coisa.
Acho que vou dar um tempo pra isso daqui.
Você sempre fingiu tão bem que acabou me convencendo de que, sem dúvida, fingir é a melhor solução.
Às vezes, venho até aqui sem absolutamente nada pra escrever porque sinto necessidade de mostrar coisas que você nem precisa saber...
Que teimosia essa minha de achar que escrevendo o que sinto vai mudar alguma coisa.
Acho que vou dar um tempo pra isso daqui.
Você sempre fingiu tão bem que acabou me convencendo de que, sem dúvida, fingir é a melhor solução.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
...
Eu estou andando nas tempestades, buscando um território neutro, onde eu não te escute, onde eu possa aprender a esquecer. Para não viver e morrer assim, meio fora do lugar.
Já não curarei sua solidão enquanto a cidade dorme. Não estarei ai para escutar suas histórias, às vezes, tolas.
Parece que você tem medo de sentir e não é por isso que eu vou deixar as coisas perderem a cor, não vou deixar de sonhar, só mudar de sonhos, de planos.
Você sabe, não vou cuidar dos seus passos, não posso te defender de você mesmo.
"Há tempos tive um sonho, não me lembro, não me lembro..."
Legião Urbana
Já não curarei sua solidão enquanto a cidade dorme. Não estarei ai para escutar suas histórias, às vezes, tolas.
Parece que você tem medo de sentir e não é por isso que eu vou deixar as coisas perderem a cor, não vou deixar de sonhar, só mudar de sonhos, de planos.
Você sabe, não vou cuidar dos seus passos, não posso te defender de você mesmo.
"Há tempos tive um sonho, não me lembro, não me lembro..."
Legião Urbana
Poema no ônibus
Tu não terás do meu amor senão a calma. Sem os arroubos e os rompantes juvenis. E não esperas que eu invada tua alma, pois meu querer se faz de formas mais sutis. Tu não verás no meu amor acodo e pressa, antes o lentom desdobrar de uma paixão que não explode no vazio de uma promessa, mas pouco a pouco há de inundar teu coração. Não há de ser o meu amor chama inconstante ou labeareda que se ergue desvairada e que em cinzas se transforma num instante. Mas serás empre enquanto vida me for dada, a flama firme que jamais se faz distante e espanta o frio da solidão indesejada.
Isso, nada mais é, do que um poema que eu li voltando do Vale, gostei e postei aqui. Desculpa ao autor por não conceder os devidos créditos, mas esqueci de anotar seu nome.
Isso, nada mais é, do que um poema que eu li voltando do Vale, gostei e postei aqui. Desculpa ao autor por não conceder os devidos créditos, mas esqueci de anotar seu nome.
Ontem estava apreciando e não escrevi mais nada além daquele título porque eu não queria pensar em nada naquele momento, só apreciar...
Estou mesclando aqui, a angústia da verdadeira despedida e o alivío por ter tido coragem de seguir em frente.
Digo 'verdadeira despedida' porque dessa vez eu que decidi, tudo bem que foi uma consequência de decisões de outras pessoas, mas, mesmo assim, fui eu que escolhi isso.
Fiz isso pela infelicidade e 'impotência' que eu venho sentindo... Não poderia mais ficar com a impressão de que tudo está bem, me enganando com isso tudo, porque eu sei que já findou faz tempo e eu só esqueci de aceitar.
Estou mesclando aqui, a angústia da verdadeira despedida e o alivío por ter tido coragem de seguir em frente.
Digo 'verdadeira despedida' porque dessa vez eu que decidi, tudo bem que foi uma consequência de decisões de outras pessoas, mas, mesmo assim, fui eu que escolhi isso.
Fiz isso pela infelicidade e 'impotência' que eu venho sentindo... Não poderia mais ficar com a impressão de que tudo está bem, me enganando com isso tudo, porque eu sei que já findou faz tempo e eu só esqueci de aceitar.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Passado...
Ok, dessa vez não é sobre o meu (nosso) passado, é sobre o seu passado.
Aquela passado que você ainda não conseguiu se desvencilhar...
Tudo bem que você diga que eu não devo me preocupar e, realmente, me sinto muito menos preocupada do que antes. Mas isso não é nada bom, essa diminuição de preocupação está sendo proporcional e diminuição de tantas outras coisas boas que eu sentia dentro de mim.
Poooooorra, só depende de mim! E o que eu faço parada aqui? Esperando pelo quê? Por quem?
Grande tolice...
Aquela passado que você ainda não conseguiu se desvencilhar...
Tudo bem que você diga que eu não devo me preocupar e, realmente, me sinto muito menos preocupada do que antes. Mas isso não é nada bom, essa diminuição de preocupação está sendo proporcional e diminuição de tantas outras coisas boas que eu sentia dentro de mim.
Poooooorra, só depende de mim! E o que eu faço parada aqui? Esperando pelo quê? Por quem?
Grande tolice...
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
'...mas você viu esse filme também.'
Analisando o que acabou de acontecer, notei que já vi esse filme antes.
Que bela porcaria!
Que bela porcaria!
Recapitulando...
Me sinto meio livre pra escrever qualquer coisa aqui, porque acho que ninguém perde seu tempo lendo essas coisas, não agora.
Tive um final de semana considerável... Fiz um monte de coisas pra mim. Me diverti fazendo coisas que há tempos não fazia. Ouvi músicas que eu já nem lembrava que existia. Falei com pessoas que eu nem sabia que ainda se lembravam de mim.
Além disso tudo, ainda estudei e pensei um bocado na minha vida. E pela primeira vez em dois meses, me senti realmente bem, me senti reconfortada, aliviada... só faltou me sentir feliz mesmo. Cheguei a conclusão que eu ainda não estou 100% porque me deixei levar uma segunda vez, mas é só seguir em frente sem pensar muito, só ir indo, sem deixar migalhas de pão para encontrar o caminho de volta.
Tive um final de semana considerável... Fiz um monte de coisas pra mim. Me diverti fazendo coisas que há tempos não fazia. Ouvi músicas que eu já nem lembrava que existia. Falei com pessoas que eu nem sabia que ainda se lembravam de mim.
Além disso tudo, ainda estudei e pensei um bocado na minha vida. E pela primeira vez em dois meses, me senti realmente bem, me senti reconfortada, aliviada... só faltou me sentir feliz mesmo. Cheguei a conclusão que eu ainda não estou 100% porque me deixei levar uma segunda vez, mas é só seguir em frente sem pensar muito, só ir indo, sem deixar migalhas de pão para encontrar o caminho de volta.
domingo, 3 de outubro de 2010
Boa noite.
Você já não guarda mais um lugar pra mim no seu coração.
Você não quer me ver.
E, não! Você não pensa mais em mim.
Mas eu penso tanto em nós dois.
Você não quer me ver.
E, não! Você não pensa mais em mim.
Mas eu penso tanto em nós dois.
KISS
If we'd go again
All the way from the start
I would try to change
The things that killed our love
Your pride has built a wall, so strong
That I can't get through
Is there really no chance
To start once again
I'm loving you
sábado, 2 de outubro de 2010
C. F. VII
Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim?
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, pisca o olho, conta histórias, me tira do sério, faz ares de zumbi, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar um hamburguer, sentir seus cílios.
“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã
e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”
Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.
Não negue, apareça. Seja forte.
Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto.
É você quem sorri, morde o lábio, pisca o olho, conta histórias, me tira do sério, faz ares de zumbi, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias.
É agora que quero dividir maçãs, achar o fim do arco-íris, pisar sobre estrelas e acordar serena.
É para já que preciso contar as descobertas, alisar seu peito, preparar um hamburguer, sentir seus cílios.
“Claro, o dia de amanhã cuidará do dia de amanhã
e tudo chegará no tempo exato. Mas e o dia de hoje?”
Não quero saber de medo, paciência, tempo que vai chegar.
Não negue, apareça. Seja forte.
C. F. VI
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais.
Por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber o por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita.
Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros!
Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor.
Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
Por que ir em frente?
Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia – qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber o por quê.
Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita.
Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros!
Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor.
Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
C. F. V
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo e que, então, tudo vai ser mais claro.
Que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
Que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
C. F. IV
Bem... Feliz, talvez, ainda não.
Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome?
Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou.
Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome?
Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou.
C. F. III
...e uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras.
Para que não me firam, minto.
E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você.
Não queria que você chorasse.
Não queria cobrar absolutamente nada.
Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem?
Sem que se consiga controlar.
Para que não me firam, minto.
E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você.
Não queria que você chorasse.
Não queria cobrar absolutamente nada.
Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem?
Sem que se consiga controlar.
C. F. II
Devo, entretanto, avisar que não pretendo te esquecer nem deixar você em paz.
Pode correr, pode fugir, que vou em busca de você, onde estiver.
Pode correr, pode fugir, que vou em busca de você, onde estiver.
C. F.
Faço o papel sem dificuldade.
A água flui, vai para a frente.
Isto também vai passar.
Mas não compreendo...
Então um lado meu pensa: é sina, é fardo, é destino, é maldição.
Outro lado pensa: não, é mera neurose. De alguma forma sutil devo construir elaboradamente essa rejeição. Crio a situação, e ouço um não.
Desta vez, eu tinha tanta certeza. E penso: os deuses me traíram, os búzios me atraiçoaram, as cartas me mentiram.
E me sinto velha e cansada, e tiro toda a roupa preta guardada nos armários — e tudo não deixa de ser teatral, meio engraçado.
Mas há também uma dorzinha verdadeira no fundo.
A água flui, vai para a frente.
Isto também vai passar.
Mas não compreendo...
Então um lado meu pensa: é sina, é fardo, é destino, é maldição.
Outro lado pensa: não, é mera neurose. De alguma forma sutil devo construir elaboradamente essa rejeição. Crio a situação, e ouço um não.
Desta vez, eu tinha tanta certeza. E penso: os deuses me traíram, os búzios me atraiçoaram, as cartas me mentiram.
E me sinto velha e cansada, e tiro toda a roupa preta guardada nos armários — e tudo não deixa de ser teatral, meio engraçado.
Mas há também uma dorzinha verdadeira no fundo.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
não mais
eu fiquei durante algum tempo, parada, observando gestos, risadas e conversas suas...
percebi que não precisa mais da minha presença.
não necessita mais da minha risada para ter a tua.
não precisa mais de mim pra nada.
percebi que não precisa mais da minha presença.
não necessita mais da minha risada para ter a tua.
não precisa mais de mim pra nada.
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