Tá um dia lindo aqui no vale. Aproveitei para fazer uma coisa que ainda não tinha feito esse semestre: deitar no morrinho do IFCH e ficar olhando para o céu até pegar no sono.
Dormi melhor naqueles poucos minutos, do que havia dormido na noite anterior inteira. Isso porque meu sono foi algumas vezes interrompido por mensagens que eu preferia nem ter recebido.
Ontem, estranhamente, neguei as cervejas que meus amigos haviam comprado para fazermos uma pequena comemoração pelo final do semestre. Em plena segunda-feira, eu sei, mas final de semestre é assim, agora entendo.
Tô ouvindo uma música que diz 'tentei escapar e encontrar a saída de um mundo que eu nunca quis viver', meio depressivo, concordo, mas sinto como se eu já tivesse reservado um lugarzinho no meu coração para esse tipo de sentimento. Tornou-se tão familiar que nem a considero como uma intrusa. Até que ponto isso é bom ou ruim eu ainda não sei, mas sei que isso é um tanto quanto estranho. Acho estranho porque nunca imaginei alguém que se acostumasse com sentimentos como a solidão, por exemplo.
Essa mesma música diz 'não pense que vai apagar da memória as coisas que os outros não vão saber'. Tá, essa é um pouco pior, mas assim como aquele lugarzinho no coração reservado para as sensações ruins, temos, também, na memória um 'lugar especial' para aquelas lembraças que teremos pra sempre conosco, mas não sempre.
Afinal, qual é a finalidade de ficar remoendo coisas que já se foram? Pô, elas, justamente, já se foram...
Não acho que ignorá-las seja uma coisa boa, ignore só aquilo que lhe faz mal. Dê uma 'modernizada' nas páginas do seu álbum de memórias: deixe apenas as fotos coloridas, jogue fora aquelas preto-e-brancas, por mais que contenham vários tons de cinza, porque lembre-se, cinza é o mais próximo do preto e do branco.
Apague também as observações feitas de cada foto, porque justamente por serem observações, depois de apagadas elas serão logo esquecidas e ficará pra sempre da foto apenas o que você lembrará olhando. Eu chamaria isso de deixar a memória seletiva agir...
Nenhum comentário:
Postar um comentário