sábado, 28 de agosto de 2010

Paola

Nunca me foi poesia suficiente
A dar-te a conhecer o que aqui há:
Lembrar de Paola me preparando chá
Em noites que me via da barriga doente

Eis que existe e vive uma breve lista
Com conceitos do que é ter tal nome:
Me compor brincadeiras sobre minha fome

E, ao espelho, me chamar de narcisista
Interpretar personagens o dia inteiro
Me cobrar qualquer sobra de dinheiro

Reclamar que às quintas não posso dançar
Gritar pelas ondas do mar com medo
Sair para transar do Beco mais cedo
E não ver problema em fazer no mar


Não se saciar em andar uma vez só a cavalo
Virar uma pagodeira da noite pro dia
Cantar funk pornográfico pra tia Lia
Não me ouvir sobre a bota que vai dar calo

Deixar pra mim a louça de cada manhã
Colocar no rosto um papel-guardanapo
Me fazer dormir em um travisseiro-sapo
A um bixinho bizarro dar o nome de Juan

Ter as bochechas mais lindas do mundo,
Não parar de ser linda um só segundo!
Não há como tuas belezas por em linha

Poesia que não acaba e te deixa curiosa
Mas eu também sei te amar em prosa
Basta tua vida rimar com a minha



escrito pela Taís R.
amiga e fiel conselheira.
www.limpaminhabunda.blogspot.com esse é dela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário